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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Evangelho de Mateus - Capítulo 6: ''O Pai-Nosso''

Este capítulo é muito denso, muito rico teologicamente falando. Hoje vamos refletir apenas nos versículos 9-10 onde Jesus nos deixa o tesouro da oração perfeita que deve servir de modelo a todas as orações. Quando Jesus termina de fazer sua oração, em certo lugar, um dos discípulos lhe pede para que os ensinasse a rezar. Esta é a única oração ensinada por Jesus e nao se trata apenas de uma prece, mas de um modo de vida expresso em forma de oração. Mais que louvar a Deus (o sentido teológico vertical), o Pai-Nosso nos leva a amar os irmãos (sentido horizontal). Assim, a primeira parte é voltada a Deus (Nome, Reino, Vontade) e a segunda, para nossas necessidades. A primeira, frisa a missão da comunidade cristã e a segunda, a constante necessidade de conversão.

1"Pai-nosso que estais nos céus".  Pode ter gerado certa surpresa aos discípulos "quando Jesus chamou Deus de ABBA ("paizinho", o modo de uma criança chamar seu pai com carinho e confiança). Parecia uma ousadia, falta de respeito! Mas chamar Deus de "Pai" nao era novidade para os judeus. No Antigo Testamento chamavam-no de "pai do povo de Israel", "pai dos justos" (cf. Dt 32,6; Is 63,16). A expressão Pai "nosso" nao tira a intimidade, mas frisa a fraternidade. Os irmãos são um dom de Deus. Mateus acrescenta: "que estais nos céus", para enaltecer a transcendência de Deus, embora Ele esteja em toda parte (Sl 139, 1-15).

2. "Santificado seja o vosso Nome".  Que Ele seja conhecido, glorificado. anunciado! Quem santifica é o próprio Pai. O nome de Deus não pode ser santificado senão no contexto do Rebino. Não são nossas palavras, gestos que glorificam o nome de Deus, e sim o fato de sermos o Reino, a irradiação e glória de nosso Criador¬-Salvador. Esse nome de Deus é amor, um só Deus¬ trindade.

3.Venha a nós o vosso Reino".  Este chegará quando os seres humanos reconhecerem a "santidade de Deus". "Sou Aquele que sou" (Ex 3,14). A base da pregação de Joao Batista e de Jesus: O Reino esta próximo. A notícia do Reino não consiste apenas em contar, mas em agir. Os milagres de Jesus são sinais deste Reino.

4. Seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Ceu!  Este é o pedido fundamental que fazemos: a ele se reduzem todos os outros. É a vontade de um Pai bom que quer nosso bem. A vontade de Deus é visualizada em dois sentidos: (1) O seu plano ou desígnio; e (2) os seus apelos que o Espirito Santo faz sentir e orientam os nossos passos nas decisões da vida. Pedimos a graga de: (1) fazermos a vontade divina na terra, assim como os anjos e santos a fazem no ceu; e (2) que Deus realize o plano que a sua Sabedoria concebeu no céu desde toda a eternidade, nesta terra onde nossa liberdade pode colaborar ou atrapalhar. Não se trata mais de uma vontade forte, poderosa e capaz de nos dobrar, mas de uma vontade com a qual estamos em total harmonia e nos leva a aceitar todas as implicações da nossa filiação divina, nossa pertença ao mesmo corpo.

Diácono José Antonio Jorge

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