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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Gestos: O Sinal da Cruz

Pessoal,

Como primeiro post falando sobre os gestos que nós Católicos fazemos durante as celebrações, nada melhor do que começar com o Sinal da Cruz, não é mesmo?

Então vamos a ele...

Já perceberam que toda celebração liturgica começa com o Sinal da Cruz?
Pois bem, esse gesto é nos ensinado desde que somos pequeninos e muitas vezes o fazemos por hábito, pronunciando superficialmente as palavras "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo - Amém". Nesses momentos acabamos muitas vezes até nos esquecendo do real significado que esse gesto expressa.

Vamos voltar um pouquinho ao dia em que fomos batizados (claro, não vamos tentar nos lembrar exatamente como foi, pois muitos de nós éramos bem pequenininhos e, portanto, não vamos nos lembrar, certo?)... Nesse dia, fomos mergulhados na "Imagem=Semelhança" da cruz gloriosa de Cristo. Essa cruz tornou-se tudo em nossa vida. É como se fosse nosso coração que pulsa, a sensibilidade que anima nossas escolhas, a força que nos permite construir verdadeiras relações... é a Luz que ilumina nosso contato com tudo o que foi criado. O gesto de traçar esse sinal sobre o corpo exprime nossa vontade de crescer no relacionamento com a Páscoa.

Nada, em nossa pessoa humana e cristã, deve subtrair-se ao mistério da cruz.
O Sinal da Cruz exprime toda a força, a potecialidade que o Espírito semeou em nosso coração. É o momento que nosso interior passa para o exterior, desenvolvendo-se de maneira sincera e fecunda esse mistério que envolveu, conquistou e passou a caracterizar a pessoa crente. O sinal feito pela mão evidencia o selo que o Espírito imprimiu em nosso espírito, doando-nos o coração novo prometido e sonhado pelos profetas.

A palavra, por sua vez, dá significado ao gesto. A cruz de Jesus vive do mistério escondido em Deus de recaptular em Cristo todas as coisas.

A Santíssima Trindade é a origem de nossa vida, é a fonte de nossa fecundidade humana e a meta de toda a nossa história. O homem percebe a urgência de entrar em comunhão com a fonte da vida: O Pai, o Filho e o Espírito Santo, para viver aquela comunhão que foi semeada no seu espírito.

É essa riqueza que anima nossas celebrações, que são iluminadas pela cruz do Senhor. Nós não podemos viver a comunhão se não estivermos profundamente imersos na fecundidade da cruz; e a verdade da cruz se manifesta no crescimento da comunhão na comunidade cristã.

Toda vez que fazemos o Sinal da Cruz, estamos sintetizando tudo isso que acabamos de ver. O querigma primitivo ("morto segundo as Escrituras, sepultado e ressuscitado ao terceiro dia segundo as Escrituras") está vivo em nosso espírito e cresce mediante a essa gestualidade.

Essa experiência nos faz amar a cruz. A partir dela vemos o mundo com o coração e os olhos de Cristo. Quando traçamos o Sinal da Cruz, então, estamos traçando o "Sinal de Cristo Salvador" e estamos nos comprometendo a "amar a Deus e ao próximo como Cristo nos ensinou".

Percebemos, então, que o Sinal da Cruz é o início da verdadeira vida, é quando expressamos nossa identificação com o mistério pascal.

Um grande abraço,

Equipe de Acompanhamento
Paróquia N. Sra. Aparecida

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